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A Órbita Terrestre Baixa Tem uma Crise de Lixo, e a Janela para Resolvê-la Está se Fechando

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A Órbita Terrestre Baixa Tem uma Crise de Lixo, e a Janela para Resolvê-la Está se Fechando

Quinze anos depois, o problema é categoricamente pior. A Rede de Vigilância Espacial dos EUA rastreia mais de 35.000 objetos maiores que 10 cm na órbita terrestre baixa. A NASA estima que existam aproximadamente 500.000 fragmentos do tamanho de bolinhas de gude entre 1 e 10 cm, e mais de 100 milhões de peças subcentimétricas se movendo a velocidades entre 7 e 8 km/s. Nessas velocidades, um fragmento de tinta de 1 cm carrega a energia cinética de uma bola de boliche largada de um edifício. Nenhum desses 100 milhões de fragmentos é rastreável. Todos eles podem destruir um satélite.

A Cascata de Kessler não é Ficção Científica

Em 1978, o cientista da NASA Donald Kessler descreveu um cenário de limiar: se a densidade de detritos orbitais atingir um ponto crítico, cada colisão gera mais detritos do que os envolvidos no impacto original, desencadeando uma cascata autoalimentada que torna faixas orbitais inteiras inutilizáveis por séculos. Isso ficou conhecido como Síndrome de Kessler.

O modelo original de Kessler focava em altitudes entre 900 e 1.000 km — uma faixa que, desde então, tornou-se particularmente congestionada por satélites desativados e corpos de foguetes. Modelagens mais recentes de pesquisadores do MIT e da ESA sugerem que, em algumas faixas de altitude, já podemos ter ultrapassado o limiar crítico para uma cascata de início lento. O cronograma é de décadas, não séculos, se a taxa de acúmulo de detritos continuar inalterada.

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